{"id":80308,"date":"2013-08-21T21:45:34","date_gmt":"2013-08-21T13:45:34","guid":{"rendered":"https:\/\/wp-productionenv-bjg9h2g2bgg5b8aa.southeastasia-01.azurewebsites.net\/news\/banda-ka-na-america-latina-mais-alem-dos-satelites-de-alto-rendimento-hts\/"},"modified":"2013-08-21T21:45:34","modified_gmt":"2013-08-21T13:45:34","slug":"banda-ka-na-america-latina-mais-alem-dos-satelites-de-alto-rendimento-hts","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/starpath.global\/news\/banda-ka-na-america-latina-mais-alem-dos-satelites-de-alto-rendimento-hts\/","title":{"rendered":"Banda Ka na Am\u00e9rica Latina \u2013 Mais Al\u00e9m dos Sat\u00e9lites de Alto Rendimento (HTS)"},"content":{"rendered":"<p>No ano passado, falamos sobre a promessa \u2013 e as dificuldades \u2013 da banda Ka na Am\u00e9rica Latina. Agora, vemos que a tecnologia come\u00e7a a se tornar uma realidade, com a primeira carga \u00fatil da banda Ka que j\u00e1 est\u00e1 em funcionamento. Os nove feixes pontuais do Amazonas 3, de Hispamar, dirigidos \u00e0s maiores cidades da Am\u00e9rica Latina, foram um pedido especial de Media Networks. A empresa \u00e9 uma unidade B2B da Telef\u00f3nica, a empresa de telecomunica\u00e7\u00f5es espanhola, e planeja ser pioneira no acesso \u00e0 internet satelital de banda Ka na regi\u00e3o atrav\u00e9s de ofertas no atacado aos provedores tradicionais de banda larga satelital, como ViaSat, do Brasil.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 uma abordagem provisional em compara\u00e7\u00e3o com o estilo de presen\u00e7a massiva no mercado que temos visto at\u00e9 agora nos mercados desenvolvidos, que contam com sat\u00e9lites de alto rendimento (HTS) somente Ka e nos quais o operador satelital administra a oferta para o consumidor final, tal como no caso do servi\u00e7o de banda larga ao consumidor Tooway, da Eutelsat.<\/p>\n<p>E parece que as coisas continuar\u00e3o a ser feitas de forma diferente na Am\u00e9rica Latina, onde n\u00e3o h\u00e1 planos para que os HTS de banda Ka cubra, a regi\u00e3o no futuro pr\u00f3ximo. Este temor pode ser devido a preocupa\u00e7\u00f5es sobre a susceptibilidade da banda Ka ao clima tropical da regi\u00e3o, mas tamb\u00e9m devido ao surgimento de novos modelos comerciais mais adequados para o mercado da Am\u00e9rica Latina, e \u00e0s tecnologias que os tornam poss\u00edveis.<\/p>\n<p>O movimento n\u00e3o se limita \u00e0 Am\u00e9rica Latina, uma vez que os participantes internacionais&nbsp; expressaram d\u00favidas com rela\u00e7\u00e3o ao modelo comercial dos HTS. No in\u00edcio de 2012, o presidente da SES, Romain Bausch, afirmou que a empresa n\u00e3o investiria em um \u201csat\u00e9lite exclusivo para banda Ka. Acreditamos que [a banda larga satelital para o consumidor] n\u00e3o \u00e9 um neg\u00f3cio sustent\u00e1vel durante a vida \u00fatil do sat\u00e9lite. Um sat\u00e9lite leva cerca de tr\u00eas anos para ser constru\u00eddo e ent\u00e3o, funciona por cerca de 15 anos. Assim, \u00e9 necess\u00e1rio ter muita predisposi\u00e7\u00e3o para o neg\u00f3cio durante 18 anos. A \u00faltima milha do servi\u00e7o de banda larga para os consumidores \u00e9 por via terrestre, e n\u00e3o satelital\u201d.<\/p>\n<p>Apesar dos baixos n\u00edveis de penetra\u00e7\u00e3o da banda larga na Am\u00e9rica Latina (36,9 por cento em 2011, segundo a an\u00e1lise da Frost &amp; Sullivan) e das grandes extens\u00f5es territoriais, a ind\u00fastria satelital n\u00e3o tem feito muito para oferecer um servi\u00e7o de banda larga satelital em grande escala no mercado da regi\u00e3o, tanto com tecnoligias de banda Ka ou com outras tecnologias.<\/p>\n<p>Com efeito, a atividade da banda Ka na Am\u00e9rica Latina parece ser mais promissora no segmento das redes de retorno do que da \u00faltima milha. Embora a SES, uma das maiores operadoras de sat\u00e9lites do mundo, n\u00e3o tenha planos de implementar um sat\u00e9lite pr\u00f3prio de banda Ka, tem investido no modelo comercial inovador das redes O3b, que espera-se que ofere\u00e7am banda larga satelital de baixa lat\u00eancia para regi\u00f5es carentes, especialmente em pa\u00edses em desenvolvimento (os \u201coutros 3 bilh\u00f5es\u201d), atrav\u00e9s de uma constela\u00e7\u00e3o de sat\u00e9lites de banda Ka da \u00f3rbita terrestre m\u00e9dia, cujos quatro primeiros foram lan\u00e7ados em junho.<\/p>\n<p>O modelo de neg\u00f3cios da O3b reduz o custo de compra de sat\u00e9lites, que tamb\u00e9m s\u00e3o mais flex\u00edveis do que a banda Ka GEO no momento de adapta\u00e7\u00e3o a diferentes aplica\u00e7\u00f5es, mas o alto custo dos terminais de rastreamento duplo usados, uma vez que os sat\u00e9lites n\u00e3o s\u00e3o geoestacion\u00e1rios, limitar\u00e1 a sua aplicabilidade em servi\u00e7o para usu\u00e1rios finais. Com seus sat\u00e9lites Epic de banda m\u00faltipla, a Intelsat tamb\u00e9m se afastou da estrat\u00e9gia de usu\u00e1rio final de HTS de banda Ka. O primeiro de seus sat\u00e9lites ser\u00e1 lan\u00e7ado em 2015.<\/p>\n<p>E mesmo quando os sat\u00e9lites de banda Ka exclusivos come\u00e7arem a operar no mercado latinoamericano, este modelo comercial B2B possivelmente permane\u00e7er\u00e1 em uso no BR-SAT do governo brasileiro e o Amazonas 4B de Hispamar, os quais se espera que sejam lan\u00e7ados em 2015. O problema com esta abordagem B2B sa banda Ka \u00e9 a tend\u00eancia de se concentrar em regi\u00f5es densamente povoadas, especialmente tendo em conta o crescente interesse pelo uso da banda Ka para fornecer retorno para as redes sem fio LTE, que certamente continuaram sendo um servi\u00e7o de luxo na Am\u00e9rica Latina ainda durante v\u00e1rios anos.Georgia Jordan<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No ano passado, falamos sobre a promessa \u2013 e as dificuldades \u2013 da banda Ka na Am\u00e9rica Latina. Agora, vemos que a tecnologia come\u00e7a a se tornar uma realidade, com a primeira carga \u00fatil da banda Ka que j\u00e1 est\u00e1 em funcionamento. 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