{"id":83018,"date":"2012-06-01T23:43:47","date_gmt":"2012-06-01T15:43:47","guid":{"rendered":"https:\/\/wp-productionenv-bjg9h2g2bgg5b8aa.southeastasia-01.azurewebsites.net\/news\/provedoras-de-telefonia-movel-na-america-latina\/"},"modified":"2012-06-01T23:43:47","modified_gmt":"2012-06-01T15:43:47","slug":"provedoras-de-telefonia-movel-na-america-latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/starpath.global\/news\/provedoras-de-telefonia-movel-na-america-latina\/","title":{"rendered":"Provedoras de telefonia m\u00f3vel na Am\u00e9rica Latina"},"content":{"rendered":"<p><em>A demanda por servi\u00e7os m\u00f3veis com necessidade intensiva de largura de banda est\u00e1 aumentando em toda a Am\u00e9rica Latina. Isto representa oportunidades significativas para as companhias satelitais no \u00e2mbito de rede de retorno. N\u00f3s avaliamos as oportunidades para as provedoras satelitais nesse mercado vibrante.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Am\u00e9rica Latina \u00e9 um mercado importante para a ind\u00fastria satelital no presente. Entretanto, isso n\u00e3o ocorre somente nos campos da transmiss\u00e3o e da televis\u00e3o por assinatura. O mercado de rede de retorno \u00e9 vital e muitas companhias de telecomunica\u00e7\u00f5es est\u00e3o recorrendo a sat\u00e9lites como parte de suas solu\u00e7\u00f5es de rede de retorno.<\/p>\n<p>Quando se conduz pelas rodovias das \u00e1reas rurais ou remotas do Peru, s\u00e3o muitas as estruturas imponentes vis\u00edveis. Entretanto, n\u00e3o se trata de servi\u00e7os b\u00e1sicos, como servi\u00e7os sanit\u00e1rios ou rodovias pavimentadas, mas sim uma antena da Claro em cima de cada edif\u00edcio r\u00fastico e dilapidado. Esta \u00e9 uma boa forma de visualizar o papel dos servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Trata-se de uma regi\u00e3o em desenvolvimento com um potencial enorme. Entretanto, ela carece de infraestrutura b\u00e1sica em muitas \u00e1reas. Contudo, as pessoas em todos os lados, apesar de possivelmente n\u00e3o terem acesso a servi\u00e7os p\u00fablicos b\u00e1sicos, exigem largura de banda como parte de seus servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es. Entre os 570 milh\u00f5es de habitantes distribu\u00eddos ao longo de uma \u00e1rea de 21.069.501 km\u00b2, quase 15 por cento da superf\u00edcie da Terra, h\u00e1 uma necessidade crescente de conectividade em \u00e1reas remotas, frequentemente em \u00e1reas onde n\u00e3o h\u00e1 nem mesmo rodovias adequadas.<\/p>\n<p>\u201cA rede de retorno celular via sat\u00e9lite continua a ser um dos principais propulsores de capacidade satelital e de vendas de sistemas terrestres na Am\u00e9rica Latina. A maioria dos pa\u00edses usa redes de retorno satelital em maior ou menor medida; entretanto, a demanda mais significativa vem do Peru, Brasil e Col\u00f4mbia. Esses tr\u00eas pa\u00edses contam com um conjunto comum de condi\u00e7\u00f5es que permitem a instala\u00e7\u00e3o de redes de retorno satelital em grande escala. A infraestrutura terrestre apresenta desafios geogr\u00e1ficos, popula\u00e7\u00f5es amplas e espalhadas, pol\u00edticas governamentais ativas de obliga\u00e7\u00f5es de servi\u00e7o universal (USO) e crescimento econ\u00f4mico geral\u201d, afirmou o analista Carlos Placido, da NSR. \u201cA grande maioria das provedoras de servi\u00e7o m\u00f3vel celular j\u00e1 usa redes de retorno satelital em \u00e1reas sem acesso terrestre apropriado. Al\u00e9m disso, h\u00e1 um n\u00famero de empresas bastante concentrado no mercado sul americano, entre as quais se destacam Telef\u00f3nica\/Movistar e Telmex\/Claro\u201d.<\/p>\n<p>Segundo Placido, a Claro no Peru, a Vivo no Brasil e a Comcel na Col\u00f4mbia constituem tr\u00eas das companhias mais progressistas que usam a rede de retorno satelital na Am\u00e9rica Latina. \u201cUm dos casos mais interessantes \u00e9 o da Telef\u00f3nica, na Argentina, que realizou um dos projetos de otimiza\u00e7\u00e3o de rede mais pragm\u00e1ticos na regi\u00e3o. A Telef\u00f3nica baseou-se em tecnologias de links e tecnologias compat\u00edveis com aplicativos para obter mais bits por hertz de capacidade satelital, maximizando assim o retorno sobre o seu investimento. Para maximizar a transmiss\u00e3o de dados e liberar capacidade, a Telef\u00f3nica incorporou tecnologias de codifica\u00e7\u00e3o e modula\u00e7\u00e3o adapt\u00e1vel (ACM de sua sigla em ingl\u00eas) seletivamente, como DVB-S2 ACM, codifica\u00e7\u00e3o LDPC flex\u00edvel, cancelamento de portador de sa\u00edda e otimiza\u00e7\u00e3o do protocolo GSM\u201d, afirmou Placido.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Crescimento de servi\u00e7os m\u00f3veis<\/strong><\/p>\n<p>A Telef\u00f3nica-Vivo \u00e9 uma das maiores companhias de telecomunica\u00e7\u00f5es do Brasil e proporciona quase 90 milh\u00f5es de conex\u00f5es de servi\u00e7os m\u00f3veis e fixos no pa\u00eds. A demanda por servi\u00e7os de rede de retorno est\u00e1 aumentando. Jos\u00e9 Antonio Guerra Exp\u00f3sito, gerente de servi\u00e7os satelitais da Telef\u00f3nica-Vivo, indica que \u201co crescimento dos servi\u00e7os de telefonia m\u00f3vel \u00e9 impressionante e estamos superando as lacunas de cobertura em \u00e1reas remotas gra\u00e7as aos sat\u00e9lites. Os sat\u00e9lites s\u00e3o um elemento-chave que permite que a Vivo chegue a todas as \u00e1reas povoadas do Brasil, especialmente numa sociedade em que a telefonia m\u00f3vel se converteu em uma necessidade b\u00e1sica. Nesse sentido, os sat\u00e9lites nos garantem um crescimento robusto nos pr\u00f3ximos anos\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>As solu\u00e7\u00f5es mistas parecem ser uma boa forma de operar para os clientes satelitais da Am\u00e9rica Latina. \u201cApostamos estrategicamente numa solu\u00e7\u00e3o de banda C para as conex\u00f5es celulares a rede de retorno, VSAT em banda Ku para redes corporativas e projetos de inclus\u00e3o digital e VSAT em banda Ka para redes corporativas em zonas urbanas\u201d, assinalou Guerra Exp\u00f3sito.<\/p>\n<p>Guerra Exp\u00f3sito tamb\u00e9m disse que as solu\u00e7\u00f5es satelitais permitem que a Telef\u00f3nica realize difus\u00f5es m\u00faltiplas e transmita conte\u00fado a v\u00e1rios usu\u00e1rios que ocupam a largura de banda que tradicionalmente seria ocupada por um usu\u00e1rio apenas. \u201cNossos concentradores, ou hubs satelitais est\u00e3o conectados \u00e0 rede MPLS da Telef\u00f3nica. Como somos uma provedora que oferece VPN com conectividade MPLS, proporcionamos maior qualidade e seguran\u00e7a aos nossos clientes corporativos\u201d, indicou ele.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00danica solu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Herm\u00e1n Camilo Mari\u00f1o Montoya, gerente de planejamento de rede Tigo, uma provedora colombiana de servi\u00e7os, afirma que a rede de retorno satelital \u00e9 a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o na Col\u00f4mbia para \u00e1reas em que as tecnologias de fibra e micro-ondas n\u00e3o funcionam devido \u00e0 topografia do pa\u00eds. \u201cA demanda atual \u00e9 superior a 1 Mbps, a capacidade inicial deste tipo de tecnologia. As necessidades de largura de banda aumentaram devido ao aumento do uso de telefonia m\u00f3vel e \u00e0s mudan\u00e7as das redes m\u00f3veis\u201d, assinalou.<\/p>\n<p>De acordo com Russell Ribeiro, vice-presidente regional de vendas da Gilat Latin America, as redes de fibra n\u00e3o poder\u00e3o chegar aos mercados onde as provedoras j\u00e1 est\u00e3o chegando com redes de retorno. \u201cO mercado da Am\u00e9rica Latina \u00e9 enorme. Definitivamente est\u00e1 crescendo, mesmo que seja dif\u00edcil de estimar. Al\u00e9m disso, posso vislumbrar um crescimento nas solu\u00e7\u00f5es integradas, como VSAT com BTS e cen\u00e1rios futuros emocionantes nos quais DAMA e SCPC trabalham dentro do mesmo VSAT\u201d, assinalou Ribeiro. \u201cTIM e Vivo no Brasil, Tigo na Col\u00f4mbia e Bol\u00edvia, Entel na Bol\u00edvia, Claro na Nicar\u00e1gua, Iusacel no M\u00e9xico e Telecom Argentina na Argentina, s\u00e3o algumas das provedoras que est\u00e3o investindo atualmente em solu\u00e7\u00f5es satelitais\u201d, disse ele.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Penetra\u00e7\u00e3o da banda larga<\/strong><\/p>\n<p>A penetra\u00e7\u00e3o da banda larga m\u00f3vel na Am\u00e9rica Latina \u00e9 ainda relativamente baixa (menos de 15 por cento). Entretanto, 48 por cento dos planos m\u00f3veis na Argentina contam com um elemento de banda larga. O Brasil possui 41 milh\u00f5es de usu\u00e1rios de banda larga m\u00f3vel, e as proje\u00e7\u00f5es indicam uma espiral ascendente.&nbsp; A 4G Americas prev\u00ea que esta cifra de penetra\u00e7\u00e3o de menos de 15 por cento aumentar\u00e1 para 57 por cento em 2015.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma percep\u00e7\u00e3o de que as oportunidades de lucro nessas \u00e1reas s\u00e3o s\u00f3lidas porque a maioria de participantes pressup\u00f5e que haja uma escassez de largura de banda, especificamente devido ao aumento da demanda e \u00e0 falta atual de solu\u00e7\u00f5es adequadas. \u201cMesmo que a demanda por servi\u00e7os de dados e v\u00eddeo contribua a esta situa\u00e7\u00e3o, na NSR frequentemente vemos a falta de capacidade na Am\u00e9rica Latina como um problema de oferta mais do que de demanda. A capacidade de oferta satelital se apresenta em ondas plurianuais, e no passado a oferta ficou para tr\u00e1s da demanda. N\u00e3o devemos esquecer como os mercados emergentes caracterizam-se por sua volatilidade. Portanto, as provedoras satelitais globais foram cautelosas ao agregar capacidade imediatamente. Eu mantenho viva a lembran\u00e7a do cen\u00e1rio passado de excesso de oferta na Am\u00e9rica Latina\u201d, comentou Placido.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Cen\u00e1rio de excesso de oferta<\/strong><\/p>\n<p>Jorge Villarreal, CEO da provedora mexicana de servi\u00e7os, Elara, disse que a companhia vem usando sat\u00e9lite desde 2004. \u201cIniciamos nossas opera\u00e7\u00f5es na Cidade do M\u00e9xico em 2004. A ideia no momento foi a introdu\u00e7\u00e3o de tecnologias satelitais que serviriam certos nichos desatendidos no M\u00e9xico e na Am\u00e9rica Latina. Nesse momento, n\u00e3o havia provedoras de servi\u00e7o especializadas nesses nichos\u201d, assinalou. Naquele ent\u00e3o, a ideia era oferecer servi\u00e7os do tipo \u201cchave em m\u00e3os\u201d (turnkey) a mercados verticais espec\u00edficos que tinham necessidade de grande largura de banda com conectividade IP via sat\u00e9lite.<\/p>\n<p>\u201cFicamos sabendo sobre a iDirect, que implementou o primeiro concentrador (hub) iDirect na Am\u00e9rica Latina, e assim \u00e9 que nasceu a empresa. Hoje, cobrimos diferentes mercados verticais, como varejo, g\u00e1s e petr\u00f3leo, minera\u00e7\u00e3o, constru\u00e7\u00e3o, corporativo, financeiro, e temos v\u00e1rios projetos governamentais espec\u00edficos no M\u00e9xico com o uso de solu\u00e7\u00f5es Wi-Fi e VSAT, por exemplo, e linhas de telefonia fixa em \u00e1reas remotas. Operamos nossa rede usando nossos contratos de n\u00edvel de servi\u00e7o de teleporto e provedora. Cobrimos a regi\u00e3o com o uso de cinco sat\u00e9lites diferentes\u201d, disse Villarreal.<\/p>\n<p>O Brasil constitui um exemplo muito bom de mercado rico para a ind\u00fastria satelital, j\u00e1 que re\u00fane todas as condi\u00e7\u00f5es que exigem estes tipos de solu\u00e7\u00f5es. Possui uma economia em crescimento, pouco afetada pela crise atual devido \u00e0s medidas sociais implementadas pelos governos recentes e oferece um cen\u00e1rio atraente para investidores estrangeiros. Mais de 40 milh\u00f5es de brasileiros passaram da classe baixa \u00e0 m\u00e9dia em sete anos, ou seja, de 63 milh\u00f5es a 103 milh\u00f5es de pessoas de classe m\u00e9dia em 2011, um crescimento de 64.3 por cento, de acordo com o grupo brasileiro de pesquisa, Cetelem BGN.<\/p>\n<p>H\u00e1 novas oportunidades para oferecer servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es a estas novas classes m\u00e9dias din\u00e2micas. S\u00e3o clientes potenciais de servi\u00e7os fixos e de banda larga m\u00f3vel no Brasil. At\u00e9 o final de 2011, quase 80 milh\u00f5es de pessoas, de uma popula\u00e7\u00e3o de 190 milh\u00f5es no Brasil, usar\u00e3o a Internet em seus lares ou escrit\u00f3rios. Al\u00e9m disso, a banda larga atualmente chega somente a 47 por cento do territ\u00f3rio brasileiro devido \u00e0 escassez de infraestrutura de cabo. \u201cO uso dos planos de dados telef\u00f4nicos inteligentes \u00e9 um dos impulsores determinantes da expans\u00e3o de qualquer empresa de telecomunica\u00e7\u00f5es. No Brasil, o sat\u00e9lite ajudar\u00e1 a levar o servi\u00e7o de voz e dados em 2.5G, 3G o 4G a qualquer lugar\u201d, assinalou Guerra Exp\u00f3sito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Projeto governamental<\/strong><\/p>\n<p>O Brasil possui um ambicioso projeto governamental chamado Programa Nacional de Banda Larga. O objetivo deste projeto \u00e9 proporcionar servi\u00e7os de banda larga de 1 Mbps por $17 ao m\u00eas \u00e0s resid\u00eancias em regi\u00f5es remotas. Isto tamb\u00e9m representa uma nova perspectiva ao mercado de Brasil. O governo brasileiro planeja lan\u00e7ar dois sat\u00e9lites para seu uso como rede de retorno, um em 2014 e outro em 2019, com o fim de fornecer servi\u00e7os de banda larga em mais de 1200 cidades para as quais n\u00e3o se pode levar infraestrutura terrestre.<\/p>\n<p>At\u00e9 o presente, a quantidade de informa\u00e7\u00e3o sobre este projeto foi relativamente limitada, j\u00e1 que as ag\u00eancias oficiais est\u00e3o-se mantendo razoavelmente discretas. Entretanto, sabe-se que as solu\u00e7\u00f5es satelitais oferecem a possibilidade de fornecer solu\u00e7\u00f5es para 1000 a 3000 cidades remotas, especialmente no norte do pa\u00eds. De acordo com o Minist\u00e9rio das Telecomunica\u00e7\u00f5es do Brasil, esta solu\u00e7\u00e3o poder\u00e1 contribuir para com a capacidade de fornecer banda larga a quase 25 milh\u00f5es de pessoas em \u00e1reas remotas n\u00e3o muito povoadas.<\/p>\n<p>O dilema para a provedora de telecomunica\u00e7\u00f5es \u00e9 que, segundo eles, \u00e9 imposs\u00edvel oferecer um servi\u00e7o de 1 Mbps a cerca de $17 mediante o uso de uma solu\u00e7\u00e3o cara de rede de retorno. A companhia estatal Telebr\u00e1s, respons\u00e1vel pelo fornecimento de servi\u00e7os de telefonia durante os anos setenta, foi dissolvida em 1998, e o ex-presidente Lula a ressuscitou para administrar o programa nacional de banda larga, PNBL.<\/p>\n<p>Um grande n\u00famero de usu\u00e1rios finais sentem que os servi\u00e7os de banda larga na Am\u00e9rica Latina s\u00e3o muito caros. No Brasil, por exemplo, custa em m\u00e9dia 24 vezes mais do que nos Estados Unidos, o que corresponde a 31.8 por cento do sal\u00e1rio m\u00ednimo. As companhias assinalam que \u00e9 dif\u00edcil oferecer pre\u00e7os atraentes quando se usa a rede de retorno via sat\u00e9lite. \u201cO cliente sempre quer mais capacidade de largura de banda a pre\u00e7o mais baixo, e isso, naturalmente, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil de oferecer\u201d, disse Guerra Exp\u00f3sito. \u201cTrata-se de desenhar as nossas redes muito detalhadamente, otimizando a informa\u00e7\u00e3o em banda base e as comunica\u00e7\u00f5es em radiofrequ\u00eancia\u201d, agregou.<\/p>\n<p>Para Villarreal, o uso de sat\u00e9lites poder\u00e1 originar aumentos significativos no pre\u00e7o dos servi\u00e7os, apesar de ser fundamental na regi\u00e3o. \u201cEm alguns casos, como solicita um cliente, precisamos controlar os aplicativos que usa o usu\u00e1rio final para controlar os custos de largura de banda n\u00e3o-satelital. Em termos de \u00e1rea m\u00f3vel, mesmo que seja poss\u00edvel proporcionar a rede de retorno satelital para chegar a \u00e1reas remotas com 2G o 3G, vimos que as provedoras est\u00e3o mais interessadas em 2G quando usam a solu\u00e7\u00e3o satelital. Isto permite o melhor custo\/kb\u201d, explicou.<\/p>\n<p>\u201cComo resultado de um fornecimento limitado de capacidade e pre\u00e7os altos, muitos participantes est\u00e3o focando mais na otimiza\u00e7\u00e3o de redes para permitir seu crescimento\u201d, assinalou Placido. Montoya disse que quando a demanda de banda larga aumentar devido ao desenvolvimento da tecnologia m\u00f3vel, o investimento em sat\u00e9lites pode diminuir. \u201cIsto se deve ao alto custo do segmento satelital e as limitadas oportunidades de uso desta infraestrutura em particular. Estamos considerando usar tecnologia de fibra \u00f3tica e restringir o uso do sat\u00e9lite\u201d, agregou. Tamb\u00e9m confirmou que a necessidade de rede de retorno ser\u00e1 tr\u00eas ou quatro vezes maior do que a cifra atual em dois ou tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Cen\u00e1rio futuro<\/strong><\/p>\n<p>Mesmo que seja ainda necess\u00e1rio superar alguns obst\u00e1culos, o mais importante dos quais \u00e9 o alto custo do uso do sat\u00e9lite numa regi\u00e3o em que os servi\u00e7os devem ser oferecidos a um custo baixo devido a circunst\u00e2ncias socioecon\u00f4micas, todo o mercado aposta no potencial de crescimento do setor satelital como solu\u00e7\u00e3o de rede de retorno, especialmente em raz\u00e3o da mudan\u00e7a de enfoque do usu\u00e1rio final, que anteriormente exigia servi\u00e7o de voz, mas agora exige servi\u00e7o de dados.<\/p>\n<p>\u201cA Am\u00e9rica Latina \u00e9 o lugar ideal para a expans\u00e3o satelital por muitas raz\u00f5es. Para a Telef\u00f3nica, \u00e9 a regi\u00e3o em que temos maior penetra\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os\u201d, disse Guerra Exp\u00f3sito. \u201c\u00c9 imposs\u00edvel chegar a alguns lugares com infraestrutura terrestre. Na Vivo, lidamos com capacidades que superam 1 Gbps, o que n\u00e3o \u00e9 surpreendente em compara\u00e7\u00e3o \u00e0 velocidade bin\u00e1ria que se transmite atrav\u00e9s de cabos; entretanto, \u00e9 enorme em termos de sat\u00e9lite\u201d, agregou.<\/p>\n<p>Frost &amp; Sullivan estimou que a quantidade total de lucro oriundo dos servi\u00e7os de comunica\u00e7\u00e3o de dados na Am\u00e9rica Latina, principalmente Brasil e M\u00e9xico, aumentar\u00e1 em mais de $4 bilh\u00f5es em 2009 a mais de $6 bilh\u00f5es em 2015: uma taxa composta de crescimento anual de 7.4 por cento.<\/p>\n<p>Villarreal disse que a capacidade aumenta de 20 a 30 por cento ao ano. \u201cAl\u00e9m disso, cremos que este n\u00famero continuar\u00e1 aumentando. H\u00e1 muito espa\u00e7o para crescer e resolver as necessidades de comunica\u00e7\u00f5es via sat\u00e9lite. As provedoras agora percebem qu\u00e3o f\u00e1cil \u00e9 integrar e usar estas tecnologias de forma flu\u00edda e ininterrupta, adaptando-se \u00e0s redes existentes\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Placido est\u00e1 de acordo. Pensa que uma mudan\u00e7a de enfoque do servi\u00e7o de voz ao de dados m\u00f3vel em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 fonte m\u00e9dia de renda por usu\u00e1rio ser\u00e1 o maior propulsor do mercado nos pr\u00f3ximos anos . \u201cA rede de retorno do servi\u00e7o m\u00f3vel de dados forjar\u00e1 as redes de retorno satelital no futuro, mas o lucro por bit transferido associado ao servi\u00e7o m\u00f3vel de dados \u00e9 substancialmente menor do que a do servi\u00e7o de voz, o que representa um desafio \u00e0s provedoras quanto a igualar os lucros do servi\u00e7o de dados com o custo de transfer\u00eancia atrav\u00e9s do servi\u00e7o satelital fixo (FSS em sua sigla em ingl\u00eas) tradicional. Em vista disso, as ag\u00eancias regulamentares est\u00e3o impondo condi\u00e7\u00f5es mais flex\u00edveis em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 expans\u00e3o do acesso a dados em novas \u00e1reas ou munic\u00edpios\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Placido acredita que a rede de retorno de dados significar\u00e1 maior enfoque na escala das redes satelitais, no uso de tecnologia otimizada e potencialmente na capacidade de transfer\u00eancia satelital de alto volume (HTS em sua sigla em ingl\u00eas).&nbsp; \u201cHTS poderia de fato resgatar o modelo de neg\u00f3cios da rede de retorno de dados m\u00f3vel e encaminhar \u00e0 rede de retorno celular ainda mais na dire\u00e7\u00e3o das ofertas administradas por subcontratados. Atualmente, as provedoras de servi\u00e7o satelital, como a Telespazio, oferecem servi\u00e7os de rede de retorno subcontratados a provedoras no Brasil e na Argentina, e esta tend\u00eancia pode vir a ser enfatizada no futuro, \u00e0 medida que a rede de retorno de dados por IP se revela ainda mais importante\u201d, ressaltou Placido.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A demanda por servi\u00e7os m\u00f3veis com necessidade intensiva de largura de banda est\u00e1 aumentando em toda a Am\u00e9rica Latina. Isto representa oportunidades significativas para as companhias satelitais no \u00e2mbito de rede de retorno. N\u00f3s avaliamos as oportunidades para as provedoras satelitais nesse mercado vibrante. &nbsp; Am\u00e9rica Latina \u00e9 um mercado importante para a ind\u00fastria satelital [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":83003,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-83018","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/starpath.global\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83018"}],"collection":[{"href":"https:\/\/starpath.global\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/starpath.global\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/starpath.global\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/starpath.global\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=83018"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/starpath.global\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83018\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/starpath.global\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/83003"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/starpath.global\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=83018"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/starpath.global\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=83018"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/starpath.global\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=83018"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}