{"id":83019,"date":"2012-06-02T00:55:39","date_gmt":"2012-06-01T16:55:39","guid":{"rendered":"https:\/\/wp-productionenv-bjg9h2g2bgg5b8aa.southeastasia-01.azurewebsites.net\/news\/a-demanda-de-clientes-por-televisao-por-assinatura-poderia-oferecer-opcoes-rentaveis-para-a-televisao-direta-as-residencias-dth\/"},"modified":"2012-06-02T00:55:39","modified_gmt":"2012-06-01T16:55:39","slug":"a-demanda-de-clientes-por-televisao-por-assinatura-poderia-oferecer-opcoes-rentaveis-para-a-televisao-direta-as-residencias-dth","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/starpath.global\/news\/a-demanda-de-clientes-por-televisao-por-assinatura-poderia-oferecer-opcoes-rentaveis-para-a-televisao-direta-as-residencias-dth\/","title":{"rendered":"A demanda de clientes por televis\u00e3o por assinatura poderia oferecer op\u00e7\u00f5es rent\u00e1veis para a televis\u00e3o direta \u00e0s resid\u00eancias (DTH)"},"content":{"rendered":"<p><em><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-91993\" style=\"margin-left: 5px; margin-right: 5px;\" alt=\"DTH Latin America\" src=\"https:\/\/www.satellitetoday.com\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/DTH_Opener_Latin-300x194.jpg\" width=\"300\" height=\"194\" srcset=\"https:\/\/www.satellitetoday.com\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/DTH_Opener_Latin-300x194.jpg 300w, https:\/\/www.satellitetoday.com\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/DTH_Opener_Latin-1024x662.jpg 1024w, https:\/\/www.satellitetoday.com\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/DTH_Opener_Latin-900x582.jpg 900w, https:\/\/www.satellitetoday.com\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/DTH_Opener_Latin-309x200.jpg 309w, https:\/\/www.satellitetoday.com\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/DTH_Opener_Latin.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\">As economias est\u00e3o crescendo e a demanda por servi\u00e7os de televis\u00e3o por assinatura na Am\u00e9rica Latina est\u00e1 aumentando. As pessoas t\u00eam maior renda dispon\u00edvel para optar por servi\u00e7os de televis\u00e3o por assinatura. \u00c9 prov\u00e1vel que a op\u00e7\u00e3o satelital lidere este crescimento.<\/em><\/p>\n<p>Atualmente, a Am\u00e9rica Latina \u00e9 um dos mercados mais importantes de servi\u00e7os satelitais, com crescimento nas \u00e1reas de DTH, rede de retorno celular e inclusive comunica\u00e7\u00f5es militares. Entretanto, o crescimento de DTH \u00e9 o que oferece o maior beneficio potencial.<\/p>\n<p>A DirecTV Latin America (DTVLA) continua sendo uma das hist\u00f3rias recentes de maior sucesso no mundo da televis\u00e3o por assinatura. A provedora viu que o n\u00famero de assinantes aumentou em 30 por cento em 2011 e agregou mais de tr\u00eas milh\u00f5es de assinantes na regi\u00e3o nesse mesmo ano. Bruce Churchill, CEO de DTVLA afirma que a empresa est\u00e1 pronta para se dividir em tr\u00eas neg\u00f3cios. \u201cTemos nossa empresa SKY Brazil. Somos propriet\u00e1rios de aproximadamente 93 por cento dessa empresa. Ao final de 2011, t\u00ednhamos aproximadamente 3.8 milh\u00f5es de assinantes. Temos o que chamamos nosso neg\u00f3cio \u2018pan-americano, \u2019 que consiste nos pa\u00edses sul americanos de idioma espanhol. Somos propriet\u00e1rios de 100 por cento desse neg\u00f3cio, que tem aproximadamente 4.1 milh\u00f5es de assinantes\u201d, assinalou Churchill. \u201cOs maiores territ\u00f3rios s\u00e3o os da Argentina e Venezuela. Somos acionistas de 41 por cento da empresa SKY Mexico, que \u00e9 a plataforma DTH do M\u00e9xico. A Televisa \u00e9 o acionista majorit\u00e1rio dessa empresa. Ao final de 2011, a empresa tinha 4 milh\u00f5es de assinantes\u201d.<\/p>\n<p>A composi\u00e7\u00e3o dos assinantes de DTVLA est\u00e1 mudando e se afastando do segmento mais afluente de consumidores que sempre puderam pagar pela televis\u00e3o por assinatura. \u201cSe fosse ver nosso n\u00famero total de vendas, incluindo o M\u00e9xico, aproximadamente 60 por cento dos assinantes estavam no segmento m\u00e9dio do mercado. Se visse onde terminamos ao final do ano, quase 40 por cento de nossa base total de clientes correspondem \u00e0s classes \u2018C\u2019 e \u2018D\u2019. Esses s\u00e3o clientes que realmente n\u00e3o serv\u00edamos h\u00e1 dois ou tr\u00eas anos. Muito brevemente chegaremos ao ponto em que 50 por cento de nossos assinantes gerais corresponder\u00e3o \u00e0s classes \u2018C\u2019 e \u2018D\u2019\u201d, ressaltou Churchill. \u201cInicialmente, houve resist\u00eancia por parte da administra\u00e7\u00e3o local quanto a nossa entrada nesses segmentos. Desenvolvemos um neg\u00f3cio exitoso com as classes \u2018A\u2019 e \u2018B\u2019 e houve medo de que entrar em outros segmentos afetaria a reputa\u00e7\u00e3o de nossa marca. Contudo, refletimos sobre a situa\u00e7\u00e3o. O que conclu\u00edmos foi que o uso de nossas marcas principais era a forma de proceder, devido a que ambas s\u00e3o marcas altamente desej\u00e1veis.\u201d<\/p>\n<p>A proposta de entrarmos nos segmentos novos obligou \u00e0 provedora a \u2018redesenhar\u2019 seu neg\u00f3cio. \u00c9 preciso retirar programas dos pacotes, voltar a negociar tarifas e mudar a mentalidade dos programadores que pensam que todos t\u00eam de contar com cinco canais no pacote b\u00e1sico. Se oferecemos um pacote de televis\u00e3o por assinatura com 15 canais, nem todos chegar\u00e3o a ter os cinco canais\u201d, afirmou Churchill.<\/p>\n<p>O crescimento da provedora gerou a necessidade de maior capacidade satelital, e no ano passado ela celebrou um contrato com a Intelsat para uma grande capacidade nova nos sat\u00e9lites Intelsat 30 e Intelsat 31, que ser\u00e3o lan\u00e7ados nos pr\u00f3ximos dois anos. Foi um dos acordos-chave da Intelsat em 2011. Churchill explicou o racioc\u00ednio por tr\u00e1s do acordo. \u201cEst\u00e1vamos chegando a nossos limites em nosso neg\u00f3cio \u2018pan-americano\u2019 mesmo que o nosso sat\u00e9lite tivesse uma vida \u00fatil restante longa, de modo que decidimos usar dois sat\u00e9lites que nos conferiram maior capacidade. Foram desenhados de maneira mais eficiente com feixes pontuais, assim que obtivemos maior capacidade com a mesma quantidade de segmento de espa\u00e7o. Simplesmente est\u00e1 mais bem desenhado para o mercado geral, ressaltou. \u201cO primeiro entrar\u00e1 em servi\u00e7o ao final de 2014. O segundo entrar\u00e1 em servi\u00e7o um ano depois, e inicialmente servir\u00e1 de apoio ao primeiro. Cremos que esses sat\u00e9lites satisfar\u00e3o nossas necessidades para o futuro previs\u00edvel. No caso do Brasil, lan\u00e7amos um sat\u00e9lite h\u00e1 pouco tempo. Portanto, n\u00e3o estamos enfrentando as mesmas restri\u00e7\u00f5es no Brasil que enfrentamos no neg\u00f3cio \u2018pan-americano\u2019. O M\u00e9xico lan\u00e7ar\u00e1 outro sat\u00e9lite em 12 meses aproximadamente. N\u00f3s lan\u00e7amos um sat\u00e9lite h\u00e1 dois anos que dobrou a capacidade dispon\u00edvel no M\u00e9xico\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Novos participantes surgem no Brasil<\/strong><\/p>\n<p>A DirecTV tem permanecido solidamente estabelecida na regi\u00e3o durante muito tempo e continua sendo um bar\u00f4metro no que respeita a televis\u00e3o por assinatura.&nbsp; Entretanto, outras empresas tamb\u00e9m est\u00e3o de olho na oportunidade no espa\u00e7o de DTH. Muitas empresas de telecomunica\u00e7\u00f5es est\u00e3o interessadas em oferecer esses servi\u00e7os junto com outras para oferecer um pacote mais completo para os clientes. Uma delas \u00e9 a GvT, que lan\u00e7ou seus servi\u00e7os de DTH em outubro passado e est\u00e1 usando a capacidade da Intelsat para oferecer o servi\u00e7o de DTH a seus clientes no Brasil. O servi\u00e7o j\u00e1 conta com cerca de 130 canais, dos quais 15 s\u00e3o transmitidos em alta defini\u00e7\u00e3o (HD). Em termos de suas exig\u00eancias por capacidade satelital, Juan Claros, vice-presidente de opera\u00e7\u00f5es e engenharia da GvT, indica que \u201cestamos usando capacidade da Intelsat. Temos planos de aumentar a capacidade no come\u00e7o, de 2013 uma vez que o servi\u00e7o tenha-se estabelecido. N\u00e3o foi f\u00e1cil selecionar uma provedora satelital. H\u00e1 que se verificar a cobertura com a que se conta e o poder de chegada para programar o projeto\u201d, afirmou. \u201cN\u00f3s selecionamos a Intelsat pela cobertura que ela oferece. Trata-se de cobertura em todas as cidades em que operamos. Para n\u00f3s \u00e9 muito importante trabalhar com tecnologia satelital\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com o desenvolvimento do mercado brasileiro, Claros opina que a provedora n\u00e3o teve outra op\u00e7\u00e3o que n\u00e3o oferecer um servi\u00e7o de v\u00eddeo. Al\u00e9m disso, acrescenta: \u201cFornecemos servi\u00e7os de Internet e de voz durante mais de oito anos no Brasil. \u00c9 muito dif\u00edcil manter os clientes quando as demais provedoras de servi\u00e7o podem oferecer v\u00eddeo. Portanto, n\u00e3o pod\u00edamos continuar trabalhando sem isso. Agora tamb\u00e9m estamos combinando sat\u00e9lite e IP. Estamos fornecendo o servi\u00e7o sob demanda atrav\u00e9s de IP e os canais lineares via sat\u00e9lite. Em raz\u00e3o de regulamentos, n\u00e3o podemos fornecer os canais lineares por IP. Entretanto, em dois ou tr\u00eas meses a lei come\u00e7ar\u00e1 a mudar e possivelmente poderemos fornecer esses tipos de servi\u00e7o via IP\u201d.<\/p>\n<p>No mercado brasileiro est\u00e1 surgindo um n\u00famero de participantes similares a Sky Brazil e Via Embratel. Quanto \u00e0 diferencia\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os das provedoras em compara\u00e7\u00e3o a outras, Claros disse \u201cEstamos lan\u00e7ando alguns produtos diferentes que as demais provedoras n\u00e3o t\u00eam. Lan\u00e7amos servi\u00e7os como filmes sob demanda, que faz parte de nossa oferta b\u00e1sica. Iniciamos uma grande campanha de publicidade para promover o servi\u00e7o em dezembro. Temos um tipo de plano de publicidade em andamento em todas as cidades nas que operamos. Estamos presentes em 118 cidades do Brasil, assim que agora podemos fornecer servi\u00e7os de v\u00eddeo a todas estas cidades. No presente, somente 20 por cento de nossos clientes potenciais possuem um servi\u00e7o qualquer de televis\u00e3o por assinatura. Existe o potencial de correr atr\u00e1s desses 70 ou 80 por cento do mercado que n\u00e3o recebem esses servi\u00e7os de v\u00eddeo\u201d.<\/p>\n<p>A Sercomtel \u00e9 outra empresa de telecomunica\u00e7\u00f5es que quer entrar no mercado de DTH. A provedora tinha planejado lan\u00e7ar seus servi\u00e7os em maio, mas o lan\u00e7amento foi adiado at\u00e9 setembro. Assim como com a GvT, a provedora se sente quase obrigada a lan\u00e7ar servi\u00e7os nessa \u00e1rea. Roberto Coutinho Mendez, CEO da Sercomtel, afirma \u201cos consumidores brasileiros querem servi\u00e7os quad play. Para as empresas de telecomunica\u00e7\u00f5es como a Sercomtel, DTH \u00e9 a forma mais r\u00e1pida e econ\u00f4mica de colocar em andamento os servi\u00e7os de televis\u00e3o por assinatura com nossos servi\u00e7os de linha fixa, banda larga e telefonia m\u00f3vel. Os clientes brasileiros est\u00e3o prontos para usar tecnologias novas. Creio que haver\u00e1 um crescimento cont\u00ednuo nos servi\u00e7os de DTH fornecidos pelas provedoras de telecomunica\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Modelos atacadistas<\/strong><\/p>\n<p>Empresas como a Media Networks Latin America (MNLA), uma companhia da Telef\u00f3nica, e a TuVes HD, situada em Santiago, Chile, est\u00e3o tentando lucrar no mercado DTH usando um modelo atacadista. A Sercomtel \u00e9 um dos clientes da MNLA.<\/p>\n<p>A MNLA \u00e9 uma dos maiores compradoras de capacidade satelital na regi\u00e3o. Werner Schuler, CEO da MNLA, afirma: \u201cVemos uma grande oportunidade de maior desenvolvimento de servi\u00e7os DTH na regi\u00e3o. O mercado regional est\u00e1 crescendo em 20 por cento em m\u00e9dia por ano e se calcula que chegar\u00e1 a 60 milh\u00f5es de usu\u00e1rios de televis\u00e3o por assinatura em 2015, ou seja, duas vezes mais do que em 2008. Cremos que 60 por cento desse crescimento ocorrer\u00e1 em raz\u00e3o da expans\u00e3o dos servi\u00e7os de DTH. Nos pr\u00f3ximos meses haver\u00e1 crescimento e desenvolvimento da televis\u00e3o por assinatura na regi\u00e3o. O desafio para se ampliar a cobertura e entrada no mercado pelas classes sociais emergentes, indica que DTH \u00e9 a melhor alternativa para aproveitar oportunidades novas, especialmente nos territ\u00f3rios n\u00e3o servidos por redes fixas e de densidade populacional baixa\u201d.<\/p>\n<p>A MNLA e a TuVes Digital est\u00e3o dirigindo seu crescimento a alguns dos demais mercados da regi\u00e3o. Schuler acrescentou: \u201cEncontramos maior potencial de crescimento na Col\u00f4mbia, Equador e Peru. Entretanto, as oportunidades de crescimento e desenvolvimento est\u00e3o por toda a regi\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A MNLA tamb\u00e9m continuar\u00e1 a trabalhar com seus clientes para diferenciar seus servi\u00e7os de televis\u00e3o por assinatura. \u201cPlanejamos lan\u00e7ar novos canais de conte\u00fado diferente para as provedoras que trabalhem conosco. Por exemplo, estamos introduzindo Go Digital, um servi\u00e7o para provedoras pequenas que facilita a digitaliza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de televis\u00e3o por assinatura\u201d, disse Schuler.<\/p>\n<p>A TuVes HD deseja levar os servi\u00e7os DTH a pa\u00edses como Chile, Paraguai, Bol\u00edvia e Peru. Konrad Burchardt, CEO da TuVes HD, assinala que mesmo quando se retira o Brasil da equa\u00e7\u00e3o, h\u00e1 um mercado potencial de aproximadamente 120 milh\u00f5es de resid\u00eancias na regi\u00e3o que poderiam obter acesso aos servi\u00e7os de DTH. A empresa tem um modelo de neg\u00f3cio interessante, j\u00e1 que se trata principalmente de uma provedora atacadista. Tem todos os canais e trabalha com as empresas para desenvolver servi\u00e7os em cada pa\u00eds. Burchardt ressalta: \u201cTuVes proporciona o servi\u00e7o e nossos s\u00f3cios distribuidores os comercializam com nossa marca ou com a sua pr\u00f3pria marca (servi\u00e7o de marca branca). Por exemplo, no caso da Bol\u00edvia temos um cliente de marca branca, a Entel Bol\u00edvia. N\u00f3s fornecemos o servi\u00e7o com a licen\u00e7a, e nosso cliente oferece a marca e comercializa o servi\u00e7o em combina\u00e7\u00e3o com outros produtos. No Peru, usamos nossa licen\u00e7a e distribu\u00edmos o servi\u00e7o atrav\u00e9s de uma empresa varejista que possui mais do que 85 lojas em todo o pa\u00eds. Este modelo \u00e9 antes de tudo um tipo de franquia. Hoje operamos no Chile, Paraguai, Bol\u00edvia e Peru com nossas pr\u00f3prias licen\u00e7as e estamos em processo de obter licen\u00e7as em outros pa\u00edses da regi\u00e3o. Podemos operar em ambos os pap\u00e9is, como franquia e provedora atacadista\u201d.<\/p>\n<p>A empresa tamb\u00e9m espera poder negociar outros acordos com empresas que desejam oferecer servi\u00e7os de DTH. Segundo Burchardt: \u201cO desafio-chave para n\u00f3s durante os pr\u00f3ximos 12 meses ser\u00e1 obter novos clientes atacadistas. O mercado est\u00e1 muito ativo e surgem novos modelos comerciais e clientes potenciais todos os meses. Entretanto, o ciclo de neg\u00f3cios no mercado atacadista \u00e9 longo. Atualmente, estamos negociando com aproximadamente oito novos clientes potenciais.<\/p>\n<p>Burchardt admite que competir com a DTVLA \u00e9 desafiador. \u201cO crescimento da DTH est\u00e1 se espalhando por toda a regi\u00e3o, mas competir com a DirecTV e outras empresas grandes n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, assim que \u00e9 necess\u00e1rio contar com mais fluxo de caixa e usar um modelo comercial pr\u00f3prio\u201d, ressaltou. \u201cA televis\u00e3o por assinatura realmente est\u00e1 come\u00e7ando a crescer na regi\u00e3o. O M\u00e9xico est\u00e1 come\u00e7ando a melhorar. DTH est\u00e1 crescendo muito r\u00e1pido em alguns dos outros pa\u00edses. H\u00e1 tr\u00eas anos, a DTH praticamente n\u00e3o tinha nenhuma presen\u00e7a no Chile, mas agora est\u00e1 crescendo rapidamente, inclusive ultrapassando o cabo. No Brasil, DTH est\u00e1 liderando o neg\u00f3cio. A penetra\u00e7\u00e3o de televis\u00e3o ainda pode ser muito baixa em partes da regi\u00e3o, assim que isso ter\u00e1 um efeito sobre o crescimento. H\u00e1 enormes comunidades de idioma espanhol que desejam o mesmo conte\u00fado, de modo que a oportunidade \u00e9 enorme\u201d.<\/p>\n<p>Burchardt, assim como Churchill, acredita que a nova classe m\u00e9dia assegurar\u00e1 o futuro sucesso de DTH e acrescenta: \u201cOs consumidores na Am\u00e9rica Latina preferem se divertir diante do televisor do que os novos dispositivos inteligentes. As pessoas querem ter televis\u00e3o por assinatura nesses segmentos como uma prioridade. No passado, era caro arcar com as caixas de sintoniza\u00e7\u00e3o externas, mas cada vez fica mais barato. As empresas de cabo chegaram ao topo da penetra\u00e7\u00e3o na maioria dos segmentos afluentes da popula\u00e7\u00e3o urbana. H\u00e1 um crescimento limitado porque n\u00e3o \u00e9 lucrativo ampliar sua rede aos novos segmentos do mercado, o que gera uma grande oportunidade para DTH. A forma de fornecer esses servi\u00e7os n\u00e3o \u00e9 atrav\u00e9s do cabo. A forma de chegar a eles \u00e9 atrav\u00e9s de DTH\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Mercado em alta<\/strong><\/p>\n<p>Todas as provedoras novas e estabelecidas tentar\u00e3o introduzir mais canais de alta defini\u00e7\u00e3o (HD) na regi\u00e3o, o que aumentar\u00e1 a demanda por capacidade. Em rela\u00e7\u00e3o aos planos da DTVLA, Churchill disse \u201cno Brasil, oferecemos 39 canais HD, somos o l\u00edder no mercado. Em outras partes da Am\u00e9rica Latina, h\u00e1 menos canais. HD est\u00e1 em uma etapa muito mais b\u00e1sica de desenvolvimento. Ficamos favoravelmente surpresos com a ado\u00e7\u00e3o de HD no Brasil. Terminamos o ano com 800.000 assinantes no Brasil. No neg\u00f3cio pan-americano n\u00e3o h\u00e1 tantos canais, e a ado\u00e7\u00e3o \u00e9 mais lenta. O mesmo se pode dizer do M\u00e9xico. Mesmo assim, acreditamos que seja uma parte importante do neg\u00f3cio\u201d.<\/p>\n<p>Segundo Mendes, quando a Sercomtel lan\u00e7ar seu servi\u00e7o, ter\u00e1 pacotes de HD dispon\u00edveis aos clientes. Segundo Claros, se as empresas de difus\u00e3o trouxerem mais conte\u00fado de HD para a regi\u00e3o, as companhias como a GvT tentar\u00e3o oferecer esse conte\u00fado aos consumidores. \u201cA cada ano mais sat\u00e9lites s\u00e3o lan\u00e7ados em \u00f3rbita. Assim sendo, a oportunidade de comprar mais largura de banda existe, e por isso a capacidade de oferecer mais canais de HD se os recebermos das provedoras. Queremos aumentar o n\u00famero de canais de HD. J\u00e1 estamos fornecendo a maioria dos canais dispon\u00edveis no mercado de HD. O n\u00famero de canais de HD aumentar\u00e1, mas n\u00e3o sabemos qual ser\u00e1 o n\u00edvel de crescimento aqui\u201d, acrescentou Claros.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, isso tamb\u00e9m constitui uma parte importante do que a TuVes HD est\u00e1 tentando fazer. Como disse Burchardt, \u201cHoje temos aproximadamente seis canais de HD, mas estamos planejando crescer mais. Estamos fornecendo gravadoras de v\u00eddeo pessoais (PVR) em HD. Entretanto, \u00e9 importante considerar que somos uma empresa incipiente\u201d.<\/p>\n<p>Tanto no caso de mercados de pa\u00edses grandes como o M\u00e9xico e o Brasil ou de mercados emergentes, como Chile, Col\u00f4mbia ou Venezuela, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida quanto ao grande potencial dos servi\u00e7os de DTH. O sucesso da DTVLA pode aglutinar os titulares, mas h\u00e1 muitas provedoras novas, inclusive as empresas de telecomunica\u00e7\u00f5es que est\u00e3o em busca de uma parte do bolo. Muitos executivos fizeram coment\u00e1rios sobre uma classe m\u00e9dia emergente din\u00e2mica na regi\u00e3o e s\u00e3o esses consumidores, n\u00e3o os das classes afluentes, que est\u00e3o alimentando o crescimento. Resta saber se os mercados podem enfrentar esse este influxo de participantes novos; contudo, o \u00edmpeto da DTH n\u00e3o d\u00e1 sinais de arrefecimento. Com os eventos desportivos pr\u00f3ximos, os olhos do mundo estar\u00e3o sobre o Brasil e a regi\u00e3o. Parece que a regi\u00e3o por fim saiu da sombra e o crescimento dos servi\u00e7os de televis\u00e3o por assinatura n\u00e3o d\u00e1 sinais de desacelera\u00e7\u00e3o, boa not\u00edcia para a ind\u00fastria satelital.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As economias est\u00e3o crescendo e a demanda por servi\u00e7os de televis\u00e3o por assinatura na Am\u00e9rica Latina est\u00e1 aumentando. 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