{"id":83021,"date":"2012-06-02T01:45:14","date_gmt":"2012-06-01T17:45:14","guid":{"rendered":"https:\/\/wp-productionenv-bjg9h2g2bgg5b8aa.southeastasia-01.azurewebsites.net\/news\/esquina-dos-radiodifusores-german-hartenstein-diretor-gerente-espn-brasil\/"},"modified":"2012-06-02T01:45:14","modified_gmt":"2012-06-01T17:45:14","slug":"esquina-dos-radiodifusores-german-hartenstein-diretor-gerente-espn-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/starpath.global\/news\/esquina-dos-radiodifusores-german-hartenstein-diretor-gerente-espn-brasil\/","title":{"rendered":"Esquina dos Radiodifusores: German Hartenstein, Diretor Gerente, ESPN Brasil"},"content":{"rendered":"<p>A Am\u00e9rica Latina constitui um mercado vibrante para emissoras desportivas. A regi\u00e3o ser\u00e1 o foco de aten\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3ximos quatro anos, enquanto o Brasil vai-se preparando para auspiciar tanto a Copa Mundial quanto as Olimp\u00edadas. Para uma emissora como a ESPN, trata-se de uma \u00e9poca fant\u00e1stica para estar nesse mercado. German Hartenstein, diretor gerente da ESPN Brasil, discorre sobre como a emissora aproveita o que aprendeu na Am\u00e9rica do Norte para adaptar ao mercado brasileiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b><i>VIA SATELLITE:<\/i><\/b> Alguns novos atores t\u00eam surgido no mercado brasileiro de DTH, abreviatura para transmiss\u00e3o Direct-to-Home, ou seja, transmitida diretamente para resid\u00eancias. O que esse emergente mercado de DTH significa para uma emissora como a ESPN?<\/p>\n<p><b>Hartenstein:<\/b> De fato, a televis\u00e3o \u201cdireta a resid\u00eancias\u201d cresce rapidamente no Brasil\u2026 muito mais rapidamente do que a televis\u00e3o a cabo.&nbsp; No ano passado, DTH passou a representar mais do que 50 por cento da base total de assinantes e acredito que essa tend\u00eancia continuar\u00e1. Creio que essa lacuna entre DTH e cabo continuar\u00e1 aumentando, principalmente porque o Brasil \u00e9 um pa\u00eds muito grande. O custo de construir cabo ao longo de um pa\u00eds de quase 8,5 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados \u00e9 de fato enorme.&nbsp; \u00c9 muito dif\u00edcil penetrar nas regi\u00f5es do norte e nordeste do Brasil. Com a tecnologia DTH, entretanto, \u00e9 sumamente f\u00e1cil alcan\u00e7armos todas as partes. A tecnologia satelital conta com uma grande vantagem, e empresas como a DirecTV e a Telmex tentaram aproveit\u00e1-la. A maioria das empresas que ingressam no mercado da televis\u00e3o por assinatura utiliza atualmente DTH, e n\u00e3o cabo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b><i>VIA SATELLITE:<\/i><\/b> Que tamanho pode alcan\u00e7ar o mercado de televis\u00e3o DTH no Brasil?<\/p>\n<p><b>Hartenstein:<\/b> Creio que atualmente o mercado satelital constitui cerca de 52 por cento da base total de assinantes.&nbsp; Acho que essa cifra vai aumentar. Espera-se que o n\u00famero total de assinantes de televis\u00e3o por assinatura dobre nos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos no Brasil. Acredito que a maioria desses assinantes novos preferir\u00e1 a televis\u00e3o DTH, ou seja, direta a resid\u00eancia. Espera-se tamb\u00e9m que novas emissoras ingressem no mercado de DTH.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b><i>VIA SATELLITE:<\/i><\/b> E o que faz com que o Brasil seja um mercado t\u00e3o interessante agora para uma emissora como a ESPN?<\/p>\n<p><b>Hartenstein: <\/b>O Brasil cresce muito rapidamente.&nbsp; Apesar de todo o crescimento que presenciamos, o mercado tem apenas 20 por cento de penetra\u00e7\u00e3o.&nbsp; Assim, h\u00e1 ainda muita margem para o crescimento. Quando vemos esse potencial, ficamos animados com o futuro promissor da nossa ind\u00fastria nesse pa\u00eds. Outro aspecto interessante acerca desse mercado, muito importante para a ESPN, \u00e9 a paix\u00e3o que os brasileiros sentem pelo esporte.&nbsp; Eles adoram esporte, especialmente o futebol. O fato de que o Brasil auspiciar\u00e1 a Copa Mundial em 2014 faz com que esse mercado fique cada vez mais interessante.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b><i>VIA SATELLITE:<\/i><\/b> Quais os planos da ESPN para produzir mais conte\u00fado em alta defini\u00e7\u00e3o? Como est\u00e1 a demanda por servi\u00e7os de alta defini\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p><b>Hartenstein:<\/b> No Brasil temos dois canais SD, ou seja, de defini\u00e7\u00e3o padr\u00e3o, e um HD, de alta defini\u00e7\u00e3o.&nbsp; O conte\u00fado do canal HD difere do conte\u00fado dos canais SD. Al\u00e9m disso, estamo-nos preparando para lan\u00e7ar uma transmiss\u00e3o cont\u00ednua de um de nossos canais SD com uma vers\u00e3o HD.&nbsp; Em breve teremos dois canais HD e dois SD. Vemos certas din\u00e2micas muito interessantes aqui\u2026 o surgimento de uma nova classe m\u00e9dia com renda dispon\u00edvel, com telas maiores de televis\u00e3o e cujo desejo \u00e9 ver conte\u00fado de alta defini\u00e7\u00e3o. A base de consumidores de HD cresce vigorosamente. Eu diria que vinte por cento do total de assinantes no pa\u00eds consomem conte\u00fado de alta defini\u00e7\u00e3o. O importante \u00e9 que este setor cresce muito rapidamente. Uma vez se come\u00e7a a assistir televis\u00e3o HD, \u00e9 dif\u00edcil voltar a SD.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b><i>VIA SATELLITE:<\/i><\/b> Como est\u00e1 melhorando a infraestrutura tecnol\u00f3gica no Brasil?<\/p>\n<p><b>Hartenstein:<\/b> Fizemos um investimento consider\u00e1vel nos \u00faltimos dois anos e atualizamos a nossa produ\u00e7\u00e3o para um n\u00edvel de HD digital.&nbsp; Estamos usando exatamente a mesma tecnologia que a ESPN utiliza nos Estados Unidos. Isto nos confere a oportunidade de desenvolver a rede com os brasileiros. Al\u00e9m disso, isto tamb\u00e9m nos d\u00e1 a oportunidade de produzir tudo digitalmente. Facilita-nos muito usar este material diferente em plataformas diversas. Com esse investimento, n\u00e3o apenas a qualidade final do que se v\u00ea na tela melhorou drasticamente, mas tamb\u00e9m levamos conte\u00fado aos f\u00e3s do esporte em plataformas diferentes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b><i>VIA SATELLITE:<\/i><\/b> Quais s\u00e3o os principais desafios que a ESPN Brasil enfrentar\u00e1 nos pr\u00f3ximos 12 meses?<\/p>\n<p><b>Hartenstein:<\/b> O mais importante que fizemos nos \u00faltimos anos foi abrir nossa opera\u00e7\u00e3o a novas plataformas. Costum\u00e1vamos ser uma opera\u00e7\u00e3o totalmente concentrada na televis\u00e3o.&nbsp; Agora, a ESPN Brazil conta com um website altamente robusto, ofertas m\u00f3veis e opera\u00e7\u00f5es em r\u00e1dio e revista. Temos presen\u00e7a em todas as plataformas e somos um dos poucos canais de HD no Brasil. Nosso desafio \u00e9 continuar com essa estrat\u00e9gia de servi\u00e7os em todas as plataformas. Somos da opini\u00e3o que o p\u00fablico brasileiro est\u00e1 cada vez mais consciente dessas tend\u00eancias de segmenta\u00e7\u00e3o, quer ver esportes e obter informa\u00e7\u00e3o a qualquer momento do dia e na forma que quiser. \u00c9 esse o desafio que enfrentamos. O pa\u00eds ser\u00e1 anfitri\u00e3o de uma Copa Mundial e dos Jogos Ol\u00edmpicos, e a economia est\u00e1 realmente a todo vapor.&nbsp; V\u00e1rias empresas que no passado n\u00e3o estavam interessadas agora querem entrar no mercado, de modo que o desafio \u00e9 manter uma posi\u00e7\u00e3o forte.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Am\u00e9rica Latina constitui um mercado vibrante para emissoras desportivas. 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