{"id":83022,"date":"2012-06-01T21:44:06","date_gmt":"2012-06-01T13:44:06","guid":{"rendered":"https:\/\/wp-productionenv-bjg9h2g2bgg5b8aa.southeastasia-01.azurewebsites.net\/news\/banda-larga-satelital-finalmente-uma-realidade-para-america-latina\/"},"modified":"2012-06-01T21:44:06","modified_gmt":"2012-06-01T13:44:06","slug":"banda-larga-satelital-finalmente-uma-realidade-para-america-latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/starpath.global\/news\/banda-larga-satelital-finalmente-uma-realidade-para-america-latina\/","title":{"rendered":"Banda larga satelital: Finalmente uma realidade para Am\u00e9rica Latina?"},"content":{"rendered":"<p>Com a crise econ\u00f4mica dos mercados saturados da Europa e da Am\u00e9rica do Norte, as provedoras satelitais est\u00e3o interessadas nos mercados emergentes com infraestrutura limitada e demanda crescente por servi\u00e7os de comunica\u00e7\u00f5es para aproveitarem as novas oportunidades de crescimento. A Am\u00e9rica Latina \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o \u00f3bvia por exibir uma economia vibrante e uma crescente classe m\u00e9dia, liderada pelo Brasil, que representa 50 por cento do mercado latino americano. Segundo um estudo de Frost &amp; Sulivan, calcula-se que a capacidade de transpondedor dispon\u00edvel na regi\u00e3o se quadruplicar\u00e1 durante os pr\u00f3ximos cinco anos. Al\u00e9m disso, dados os programas de banda larga governamentais, a capacidade de banda Ka ter\u00e1 um papel cada vez mais importante nesse novo ciclo de crescimento para o mercado satelital da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>As caracter\u00edsticas territoriais da regi\u00e3o, desde a selva tropical amaz\u00f4nica at\u00e9 as montanhas andinas, s\u00e3o uma vantagem para a ind\u00fastria satelital, que prospera nas \u00e1reas remotas sem acesso \u00e0 infraestrutura de comunica\u00e7\u00f5es terrestre, como cabo, fibra e celular. Apesar de que os servi\u00e7os satelitais de televis\u00e3o por assinatura e de rede privada de dados VSAT tenham experimentado um crescimento de duas cifras na regi\u00e3o durante os \u00faltimos tr\u00eas anos, assim como o n\u00famero de assinantes de banda larga, as tecnologias satelitais ainda representam menos de um por cento das conex\u00f5es de acesso \u00e0 Internet na Am\u00e9rica Latina. Isto se deve principalmente ao alto pre\u00e7o do servi\u00e7o (que pode chegar a mais de $300 ao m\u00eas por uma conex\u00e3o de banda estreita b\u00e1sica) e equipamento de usu\u00e1rio final.<\/p>\n<p>As tecnologias de banda Ka surgiram nos anos recentes como a solu\u00e7\u00e3o preferida para fornecer servi\u00e7os de dados satelitais a massas de consumidores e usu\u00e1rios rurais, j\u00e1 que reduzem as barreiras de custo da provedora de servi\u00e7os Internet (ISP) e para o usu\u00e1rio final. Enquanto as comunica\u00e7\u00f5es satelitais tradicionais usam as bandas C e Ku de frequ\u00eancia mais baixa e um modelo de neg\u00f3cio satelital misto com grandes feixes de sinal regional, a frequ\u00eancia alta da banda Ka permite maior efici\u00eancia de largura de banda e reutiliza\u00e7\u00e3o de frequ\u00eancia; raz\u00e3o pela qual as provedoras tipicamente usam sat\u00e9lites de feixes pontuais direcionais.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o de um sat\u00e9lite de banda Ka \u00e9 muito mais cara para as provedoras satelitais, j\u00e1 que a tecnologia requer componentes espec\u00edficos, motivo pelo qual o mercado desenvolveu uma prefer\u00eancia pelos sat\u00e9lites dedicados de alto rendimento com mais de 100 transpondedores de banda Ka larga somente (com uma capacidade de at\u00e9 15 vezes mais do que a m\u00e9dia dos transpondedores de banda C ou Ku, que tipicamente oscilam entre os 27 MHz a 72 MHz) e enfocou a tecnologia nos mercados de consumidores em massa.<\/p>\n<p>V\u00e1rias provedoras satelitais j\u00e1 anunciaram sem muito alarde sua entrada ao mercado de banda Ka na Am\u00e9rica Latina no futuro pr\u00f3ximo; entretanto, at\u00e9 agora n\u00e3o se viu muito e compreendem exclusivamente uma capacidade pequena de prova no \u00e2mbito espacial da banda C e Ku principalmente. N\u00e3o obstante, os desenvolvimentos recentes indicam a possibilidade de que a banda larga satelital para massas chegue \u00e0 regi\u00e3o com o surgimento de dois novos participantes no mercado regional: Hughes e Eutelsat, que recentemente venceram na adjudica\u00e7\u00e3o dos direitos de explora\u00e7\u00e3o das posi\u00e7\u00f5es orbitais brasileiras. Ambos j\u00e1 possuem opera\u00e7\u00f5es exitosas na banda Ka nos Estados Unidos e Europa e, mesmo que nenhuma das duas empresas tenha anunciado seus planos quanto \u00e0s novas posi\u00e7\u00f5es, seus contratos com a ag\u00eancia regulamentar brasileira, a Anatel, incluem provis\u00f5es sobre capacidade de banda Ka, assim como um prazo de cinco anos para o lan\u00e7amento de sat\u00e9lites. (Calcula-se, contudo, que a companhia matriz da Hughes, EchoStar, redirecionar\u00e1 suas naves espaciais a uma nova posi\u00e7\u00e3o para lan\u00e7ar sua rede satelital de servi\u00e7o de televis\u00e3o direta a resid\u00eancias (DTH) at\u00e9 o final ano para competir com a Sky da DirecTV).<\/p>\n<p>As maiores provedoras da Am\u00e9rica Latina, por outro lado, n\u00e3o est\u00e3o prontas para entrar na banda Ka. As duas novas posi\u00e7\u00f5es orbitais adjudicadas numa licita\u00e7\u00e3o brasileira \u00e0 Star One, de Carlos Slim, tamb\u00e9m possuem provis\u00f5es de cobertura da banda Ka no seu contrato com a Anatel. A perspectiva geral entre os grandes do mercado \u00e9 que, apesar dos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos, a susceptibilidade da banda Ka a interrup\u00e7\u00f5es frequentes de servi\u00e7o, fazem com que n\u00e3o seja oportuno us\u00e1-la para servir clientes corporativos da VSAT, que cada vez representam mais a maioria de aplicativos satelitais (e lucro) na Am\u00e9rica Latina, em contraposi\u00e7\u00e3o aos servi\u00e7os de difus\u00e3o mundiais.<\/p>\n<p>As provedoras comerciais tamb\u00e9m ter\u00e3o de enfrentar a concorr\u00eancia governamental nesse setor. A Venezuela j\u00e1 lan\u00e7ou um sat\u00e9lite misto com capacidade de banda Ka para servir a seus programas de banda larga e a Bol\u00edvia planeja fazer o mesmo em 2014. O governo mexicano tamb\u00e9m lan\u00e7ar\u00e1 v\u00e1rios sat\u00e9lites nos pr\u00f3ximos anos, mesmo que n\u00e3o tenha anunciado nenhum plano para banda Ka.<\/p>\n<p>O an\u00fancio mais promissor de banda Ka at\u00e9 o presente veio do governo brasileiro, que planeja construir um sat\u00e9lite dedicado de banda Ka (o primeiro da regi\u00e3o) para fornecer \u00e0s ISP a rede de retorno necess\u00e1ria para suas ofertas de banda larga fixa e m\u00f3vel como parte do Programa Nacional de Banda Larga. O BRSAT-1 ser\u00e1 lan\u00e7ado em 2014 com capacidade de bandas X e Ka e ser\u00e1 operado pelo Minist\u00e9rio da Defesa do Brasil e a companhia estatal de telecomunica\u00e7\u00f5es, Telebr\u00e1s.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a crise econ\u00f4mica dos mercados saturados da Europa e da Am\u00e9rica do Norte, as provedoras satelitais est\u00e3o interessadas nos mercados emergentes com infraestrutura limitada e demanda crescente por servi\u00e7os de comunica\u00e7\u00f5es para aproveitarem as novas oportunidades de crescimento. 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